Aposentadoria Especial do Vigilante STF: Como funciona

COMO ESTÁ A APOSENTADORIA ESPECIAL DOS VIGILANTES NO STF? (Guia Rápido)

O QUE VOCÊ PRECISA SABER AGORA ? Leia até o final.

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Você sabe como está a aposentadoria especial dos vigilantes  ou a aposentadoria comum? Fique comigo até o final do texto. 

A aposentadoria especial dos vigilantes é um dos assuntos mais aguardados por quem atua na segurança privada no Brasil. São milhares de trabalhadores que dedicaram a vida à proteção de pessoas, bens e empresas — muitos deles em risco constante de morte — e agora enfrentam incertezas sobre seu direito de se aposentar mais cedo.

Esse impasse chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que deve definir, de forma definitiva, se a periculosidade por si só justifica o reconhecimento da atividade como especial.

No texto de hoje, você vai entender o que está sendo julgado, como isso afeta o seu direito à aposentadoria e o que você pode (e deve) fazer antes que a decisão final seja tomada.

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O QUE É A APOSENTADORIA ESPECIAL DOS VIGILANTES?

A aposentadoria especial é um benefício previsto para trabalhadores que exercem atividades sob condições que prejudiquem a saúde ou a integridade física. No caso dos vigilantes, o risco vem da periculosidade — ou seja, da ameaça real à vida que está presente em praticamente todas as rotinas de segurança patrimonial, transporte de valores, vigilância armada e escolta.

Por décadas, o INSS reconheceu o direito à aposentadoria especial de vigilantes, mas mudanças na legislação e interpretações internas passaram a exigir a exposição a agentes físicos, químicos ou biológicos — excluindo a periculosidade como critério suficiente.

Foi aí que a batalha chegou aos tribunais.

POR QUE A DISCUSSÃO CHEGOU AO STF?

A dúvida que o STF precisa resolver é a seguinte:

Trabalhadores expostos exclusivamente à periculosidade têm direito à aposentadoria especial ANTES OU DEPOIS DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA EM 13/11/2019?

Os tribunais do país já vinham reconhecendo esse direito com base em decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e da TNU (Turma Nacional de Uniformização), especialmente para vigilantes armados. Mas o INSS continua negando administrativamente esses pedidos — o que obriga o segurado a entrar com ações judiciais.

Diante da quantidade de processos e dos conflitos entre decisões de interpretações, o STF assumiu a responsabilidade de dar uma resposta definitiva para o país todo.

QUAL É O CASO QUE ESTÁ SENDO JULGADO?

O julgamento ocorre dentro do TEMA 1209, um processo que discute diretamente se a periculosidade pode ser considerada um fator de insalubridade para fins de concessão da aposentadoria especial.

Esse recurso foi reconhecido como de Repercussão Geral, o que significa que a decisão tomada terá efeito vinculante, obrigando os juízes de todas as instâncias, bem como o INSS, a seguirem o que for definido.

QUAL É A SITUAÇÃO ATUAL DO JULGAMENTO?

O processo já teve início no STF, no entanto, o julgamento foi suspenso por pedido de vista, ou seja, um dos ministros pediu mais tempo para analisar o caso.

Desde então, o processo aguarda retorno à pauta de julgamento, o que ainda não tem data marcada oficialmente.

Enquanto isso, milhares de processos continuam aguardando nas instâncias inferiores, e muitos segurados ficam sem saber se vale a pena entrar com pedido ou esperar a decisão final do STF.

O QUE MUDA COM A DECISÃO DO STF?

Se o STF confirmar que a exposição à periculosidade é suficiente para conceder a aposentadoria especial, isso terá impacto direto e positivo para os vigilantes de todo o país, inclusive para:

  • Vigilantes armados que trabalham ou trabalharam após 1997;

  • Profissionais da segurança privada que atuam em ambientes de alto risco;

  • Vigilantes desarmados que, mesmo sem portar arma, atuam em locais periculosos;

  • Aqueles que já têm ações judiciais em andamento ou pedidos negados pelo INSS.

A decisão pode destravar milhares de processos e facilitar o reconhecimento de 25 anos de atividade especial, sem a necessidade de exposição a agentes químicos, físicos ou biológicos.

Mas não esqueça que o Congresso Nacional está com vários projetos de lei sobre esse tipo de aposentadoria.

Aqui no nosso blog temos vários textos sobre isso. E uma playlist no Youtube onde te conto tudo a respeito. 

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E QUE COMEÇOU A TRABALHAR ANTES DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA?

Esse tema que está no STF causa um impacto para quem  já estava na função antes da Reforma da Previdência. Ou seja, mesmo que tenha cumprido os 25 anos de especial como vigilante antes do dia 13/11/2019, seu pedido na Justiça vai estar suspenso.

Contudo, se a decisão do STF for favorável aos vigilantes armados ou desarmados, será aplicado as regras de cálculo da lei antiga ao seu caso. Desde que tenha cumprido todos os requisitos antes da nova lei. 

➡️ Ficou com dúvidas sobre  a Reforma e se mudou o cálculo do benefício? Procure um advogado Previdenciário

O QUE O VIGILANTE PODE FAZER AGORA, MESMO SEM DECISÃO FINAL?

Muitos segurados ficam esperando a decisão do STF, mas isso pode ser um erro. O ideal é agir desde já, com base em uma boa estratégia jurídica.

Veja o que você pode fazer agora:

  1. Organizar a documentação:
    Reúna seus PPPs, contratos de trabalho, certificados de formação de vigilante, carteiras de registro profissional, registros de porte de arma e outros documentos relevantes.

  2. Fazer o cálculo do tempo de contribuição:
    Descubra quantos anos você já tem em atividade especial e se já atinge os 25 anos ou se pode converter tempo especial em tempo comum.

  3. Avaliar a possibilidade de dar entrada no pedido agora:
    Mesmo que o INSS negue, o protocolo do pedido pode gerar efeitos retroativos e facilitar uma futura ação judicial.

  4. Buscar orientação jurídica especializada:
    Um advogado previdenciário pode antecipar caminhos e te proteger de erros comuns, como perda de prazo, documentação incompleta ou cálculo errado de tempo.

POR QUE O APOIO JURÍDICO É TÃO IMPORTANTE NESSE MOMENTO?

O momento é delicado, e qualquer erro pode atrasar ou até impedir o recebimento do benefício. Um advogado previdenciário:

  • Analisa tecnicamente seu tempo de contribuição;

  • Calcula as melhores regras e estratégias para cada caso;

  • Identifica se você tem direito adquirido;

  • Monta a documentação correta para INSS ou Justiça;

  • Acompanha os efeitos da decisão do STF no seu processo.

O advogado previdenciário terá condições para avaliar tecnicamente seu caso. Busque sempre o apoio de um advogado especialista. 

EM CONCLUSÃO

O STF ainda não finalizou o julgamento, mas a tendência já está clara: há um forte movimento pela valorização do trabalho do vigilante, reconhecendo o risco real dessa profissão. Quando a decisão vier, será definitiva — mas você não precisa esperar sem fazer nada.

Se você já trabalhou como vigilante (armado ou não), não espere a decisão do STF para começar a organizar seu pedido de aposentadoria. Com a documentação certa e orientação adequada, você pode garantir efeitos retroativos, preservar direitos e antecipar a sua aposentadoria.

Descubra se você já pode pedir sua aposentadoria especial.
Converse com um especialista em Direito Previdenciário.

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